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Fale sobre o Q-learning tabular. Quando ele para de funcionar?
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Resposta da IA
O Q-learning tabular é um algoritmo clássico de aprendizagem por reforço, onde os valores da função Q (qualidade da ação num estado) são armazenados numa tabela. Cada célula da tabela corresponde a um par (estado, ação) e contém uma estimativa da recompensa esperada.
O algoritmo atualiza os valores de Q de acordo com a fórmula:
[ Q(s,a) \leftarrow Q(s,a) + \alpha \bigl(r + \gamma \max_{a'} Q(s',a') - Q(s,a)\bigr) ]
onde:
- (s) — estado atual,
- (a) — ação escolhida,
- (r) — recompensa recebida,
- (s') — próximo estado,
- (\alpha) — taxa de aprendizagem,
- (\gamma) — fator de desconto.
Quando o Q-learning tabular deixa de funcionar?
- Espaço de estados e ações grande ou contínuo. A tabela torna-se demasiado grande ou infinita, tornando o armazenamento e a atualização impossíveis.
- Alta dimensionalidade dos estados (maldição da dimensionalidade). O número de pares (estado, ação) cresce exponencialmente, levando a um aprendizado lento e a um grande consumo de memória.
- Incapacidade de generalizar. O método tabular não consegue generalizar conhecimentos entre estados semelhantes, ao contrário dos métodos com funções de aproximação (por exemplo, redes neuronais).
Nestes casos, usam-se aproximadores da função Q (Deep Q-learning e outros), que são capazes de trabalhar com espaços contínuos e de alta dimensão.